Não resisto ao clichê cafona e digo que São Paulo, esta Roma terceiro-mundista, ganhou um presente à altura no dia do seu aniversário. A mostra "Roma - a Vida e os Imperadores" abriu hoje no MASP, onde fica até o final de abril. É a maior coleção de objetos e obras de arte romanas jamais exibida no Brasil, e é magnífica. Já estive na Itália duas vezes, visitei trocentos museus e ruínas, e mesmo assim esta exposição - que não é imeeensa e pode ser visitada com calma em pouco mais de uma hora - me tirou o fôlego diversas vezes. Nunca tinha visto um baixo-relevo como "O Vendedor de Almofadas", onde as dita cujas parecem fofas apesar de serem escupidas em mármore, nem nada como o esqueletinho de metal usado como aviso lúgubre em algumas casas. Também tive a sensação de que a mostra foi inaugurada antes de estar pronta: faltam explicações e alguns termos foram mal traduzidos. Mas isto é o de menos. O conjunto impressiona, inclusive pelo pesadelo que deve ter sido trazer tudo isto para cá. Roma é a nossa matriz mais profunda.
(e como não mencionar o gigantesco falo vindo do Museu Arqueológio de Florença, associado a cultos de fertilidade? Você quer ver, não quer?)

Ui... um pau gigante com pernas... que delícia!
ResponderExcluirSegundo o site do Masp, a exposição só vai até 01 de abril.
ResponderExcluir"terceiro mundista" é tão anacrônico, Tony.
ResponderExcluirHá peças suficientes para estabelecer encanto com qualquer tipo de visitante, penso. Escolhi três que me tocaram particularmente. A cena do vendedor de almofadas foi uma delas :-)
ResponderExcluirOutra foi a cabeça de negro e as soluções para a representação do cabelo crespo numa arte que se voltava quase que exclusivamente para a escultura de caucasianos.
E, por fim, a estãtua de bronze de Apolo com sua base original - achado raríssimo, somente possível por ter sido em Pompéia.
Apesar de alguns ajustes em legendas e textos,